sábado, 14 de agosto de 2010

O milésimo luto
A ceifadeira de vidas em que se transformou o trânsito produziu, na manhã de ontem, a sua vítima número 1.000 no Rio Grande do Sul, neste ano. O professor André Lucas Silveira da Rosa tombou aos 23 anos, colhido por um ônibus sobre a faixa de segurança quando rumava para uma escola especial da zona sul de Porto Alegre. Iria preparar um bolo com os alunos, para celebrar o seu primeiro ano de trabalho na instituição.A marca dos mil mortos chegou mais cedo em 2010 – no ano passado, foi atingida em novembro. Se persistir o atual ritmo da carnificina, este ano deverá superar os 1,2 mil óbitos registrados em 2009. Apuração da Rádio Gaúcha e de zerohora.com alerta que a maioria das vítimas se enquadra no perfil do professor André: homens entre 18 e 24 anos, eliminados dentro das cidades.Os alunos da Escola Especial Dr. João Alfredo de Azevedo ficaram sem o bolo que seria confeitado para festejar o primeiro ano de trabalho do professor André na instituição. O mestre não apareceu. Seu corpo ficou estendido no asfalto, parcialmente esmagado pelas rodas de um ônibus.André Lucas Silveira da Rosa, 23 anos, tornou-se às 7h30min de ontem a milésima vítima da guerra no trânsito este ano, segundo a contagem da zerohora.com e Rádio Gaúcha feita desde 1º de janeiro em todo o Estado. Ao atravessar o corredor de ônibus da Avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon, sobre a faixa de segurança, foi atropelado por um ônibus da empresa Sudeste, conduzido por José Luiz Prestes Matos, 53 anos. Matos deixou o veículo em estado de choque e se esquivou de entrevistas. No Palácio da Polícia, também preferiu ficar calado ao prestar depoimento.O professor iria ao encontro dos seus 13 alunos, com os quais prepararia o bolo de aniversário a muitas mãos. Desembarcara de um ônibus vindo da Zona Norte, onde mora, pegaria carona no Corsa da colega Maslova Vilhena, que leciona na Escola Dr. João Alfredo, localizada na Zona Sul e ligada à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).Estacionada a 200 metros do local do atropelamento, Maslova viu a tranqueira na avenida, os policiais chegando, a sirene da ambulância abrindo caminho. Mas não imaginou que fosse de André o cadáver encoberto por mantas. Às 7h45min, preocupada com o atraso, telefonou para o celular do amigo. Quem atendeu foi o sargento Ronaldo Penha, do 19º Batalhão de Polícia Militar.– O que a senhora é do André?– Sou colega dele...– Infelizmente, ele está em óbito – avisou o sargento.Maslova não entendeu o desfecho trágico da linguagem policial. Aturdida, telefonou para a escola contando que André se envolvera num acidente de trânsito. Em torno das 8h, quando a notícia era confirmada pelas rádios, a diretora da Dr. João Alfredo, Vanessa Kulczynski, tentava encontrar meios de comunicar a morte aos 80 alunos e aos educadores. Chegou a convocar médicos, prevendo reações de desespero.Professor também ajudava os paisPais foram buscar seus filhos, que choravam pela morte do “professorzinho”, apelido carinhoso devido à juventude de André. Professoras estavam em lágrimas pelo “mascote”, o caçula que se dedicava ao ensino de deficientes por ideal. Ele se formou em Pedagogia na PUCRS, em 2008, optando pela educação especial.– Ele viveu para isso, estava sempre querendo melhorar – ressaltou a diretora Vanessa.Nascido em Rosário do Sul, na Fronteira, André se mudou para Porto Alegre ainda pequeno, acompanhando os pais e o irmão, Cristiano, 29 anos. Aficionado por videogame e futebol, comparecia ao Estádio Olímpico para torcer pelo Grêmio, sempre com o mano mais velho. E não perdia o noticiário esportivo da Rádio Gaúcha.– Ele era fã do Pedro Ernesto e do Sala de Redação. Como trabalhava no horário do programa, escutava pela internet, à noite – disse o irmão.André se desdobrava, também ajudava os pais, o zelador Cleber Pinto da Rosa e Nara Miraci, que cuida de uma senhora doente. Quando terminava a jornada na escola especial, embarcava no carro de Maslova já abrindo a marmita que ele mesmo cozinhara. Até a parada do ônibus, almoçava às pressas o arroz de carreteiro ou bife com arroz, dentro do Corsa. Às 13h30min, já estava a postos em outro colégio.Na Escola Dr. João Alfredo, ontem, a mesa de André, enfeitada com revistas de quadrinhos do Superboy e da família do Pato Donald, permaneceu vazia. No quadro-negro da sala de aula, uma equação matemática – quanto é 12 + 7 – deverá ser respondida pelo próximo mestre. A milésima vítima do trânsito será sepultada hoje, no cemitério Jardim da Paz.

sábado, 10 de julho de 2010

Todo mundo ja deu a sua opiniao, e certamente todo mundo ja fez a sua piadinha, mas o que me deixa mais assustado, é em como a vida de uma pessoa pode acabar.
Uma execuçao. Carne para os cachorros, ossos enterrados no cimento e essa ja foi uma criança amada pelos pais, ou pelo pai apenas se nao estou enganado, ja teve seu sonho de ser uma princesa, ja estudou, fez vestibular teve mais um milhao de sonhos, criou mais um bilhao de expectativas, ao longo da vida viu muitas delas sendo destruidas, outras deixadas para tras...
Mas a selvageria empregnada nos gens de algumas pessoas, misturada com a violencia coletiva faz com que uma mulher seja vitima de uma morte tao brutal, apenas por ter feito uma escolha errada...
Espero que nao tentem tratar esse canalha como doente, como um desequilibrado e sim enfia-lo numa cela no meio de outros tantos assassinos covardes e de preferencia vascainos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Motoristas de taxi em Fortaleza.

Ser motorista de taxi em fortaleza é realmente uma coisa, no minimo, interessante.
O povo da cidade é extremamente receptivo, caloroso, educado. Tambem como nao ser com essa cidade linda, com praias excelentes, ritmo eterno de ferias.
Pois bem, ai tem os taxistas. Em geral, e isso é a experiencia de quase uma semana pegando taxi todos os dias, eles sao extremamente desagradaveis. Acho que fiz apenas uma corrida com um motorista que foi simpatico, pois todos os outros sao fechados, reclamam da corrida o tempo todo, sao indelicados dirigem mal, sao stressados, e nao tem muita vontadade de te levar ao destino.
Fiz o caminho do hotel para a loja por diversos caminhos diferentes, todos eles sempre passando sinal fechado, ultrapassando onde nao pode e nem da, pois eles encontram brechas no transito que realmente esta quase me fazendo virar religioso...
Mas o que importa é que a cidade é linda e em geral as pessoas sao muito educadas e receptivas.
Vou indo pois preciso me preparar psicologicamente para pegar o taxi.

domingo, 25 de abril de 2010

A morte

Dias que passam desde o nascimento até o minuto final, onde a maioria do tempo decorrido é dedicado ao nosso egoismo. Mas viver nao é isso? Não é a espera do fim e a tentativa de fazer o melhor possivel a si mesmo nesse meio tempo?

O que pensamos a respeito da morte é o nosso maior pesadelo.