A psicanálise consegue trazer a tona muitas coisas que estão entranhadas no inconsciente de uma pessoa. Digo isso porque estava pensando em um sonho que tive, onde estava em um campo em que o mato alcançava a altura dos meus joelhos, e as arvores escassas assustavam com seu contorno destacado pela luz da lua que ia e vinha se escondendo atrás de nuvens de chuva que tornavam essa noite ainda mais estranha.
Corria um rio, que na minha cabeça estava do lado contrario onde deveria estar, e perto da margem, havia uma cabana, de uns 4 metros quadrados, e foi pra lá que eu fui me esconder. Me esconder do que? Havia medo, um medo do sobrenatural, e justamente nesta cabana foi onde consegui me acalmar, mas sabia que o mal que me assustava ainda estava lá fora, aguardando por mim.
De alguma forma, aquilo que me perseguia, não entrava na cabana. Uma cabana de madeira caindo aos pedaços onde a luz da lua e o frio do vento entrava e saia a todo momento pelas frestas abertas nas tabuas que deviam estar ali a muito e muitos anos.
Quando ajustei a minha visão, encontrei em um canto, um balcão com um livro de capa preta e ao lado uma espada Katana, aquelas dos samurais.
Sabia que o mal estava lá fora, e aqueles objetos impediam que ele adentrasse naquela fortaleza. Nessa hora eu acordo.
Apesar de saber que era um sonho, por muito tempo isso me emocionava.
Em uma época, em que eu acreditava no esoterismo achava que esse era uma mensagem para algum ato heróico, em que eu, um dia faria, mas hoje não sei o que ele significa.
Fazem mais de 15 anos e sempre tenho a impressão que o sonho foi na noite anterior. Embora, tecnicamente pode ter sido, pois nem sempre lembramos com clareza dos nossos sonhos, e justo eles que podem muito bem nos dar a luz da pessoa que somos.
terça-feira, 2 de junho de 2009
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